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Manaus

Moradores denunciam risco de desabamento e abandono em condomínio na zona centro-sul de Manaus

Após laudo da Defesa Civil recomendar evacuação imediata de bloco próximo a uma voçoroca, moradores do Condomínio São Judas Tadeu II afirmam que nenhuma obra foi iniciada e cobram soluções para evitar uma tragédia

Moradores denunciam risco de desabamento e abandono em condomínio na zona centro-sul de Manaus

Imagem: reprodução/divulgação

Moradores do Condomínio Residencial São Judas Tadeu (II Etapa), localizado no bairro Flores, zona centro-sul de Manaus, denunciam o agravamento dos riscos provocados por uma voçoroca que avança em direção aos blocos residenciais. Há cerca de um mês, um laudo da Defesa Civil recomendou a evacuação imediata de uma das torres mais próximas da erosão devido ao risco de desmoronamento.

Desde então, segundo os moradores, nenhuma obra de contenção foi iniciada. A preocupação cresce à medida que as chuvas continuam atingindo a área e ampliando o processo erosivo.

Famílias que residiam no bloco mais próximo à voçoroca deixaram suas unidades por orientação dos órgãos de segurança. No entanto, moradores relatam sentimento de abandono e cobram medidas efetivas das autoridades e dos responsáveis pelo empreendimento.

“Passaram-se 30 dias desde a emissão do laudo e a situação continua sem solução. Enquanto as obras não começarem, a tendência é que o problema se agrave”, relata um morador que prefere não se identificar.

Especialistas da área de engenharia destacam que a ocorrência de um desabamento estrutural depende de sinais específicos, como recalques na fundação, surgimento de rachaduras significativas, deslocamentos estruturais e estalos frequentes na edificação. Fissuras superficiais causadas por infiltração, embora preocupantes, não são necessariamente indicativos de colapso iminente.

Apesar disso, a proximidade da voçoroca com as edificações mantém o alerta entre os residentes. O temor é de que a erosão continue avançando e comprometa a estabilidade do terreno onde os blocos estão construídos.

Os moradores cobram maior transparência sobre as avaliações técnicas realizadas, bem como um cronograma para o início das intervenções necessárias. Para eles, a simples recomendação de evacuação não resolve o problema principal: a contenção da erosão e a garantia de segurança para as famílias afetadas.

Até o momento, os residentes aguardam respostas concretas e ações emergenciais que possam evitar que a situação evolua para uma tragédia anunciada.

 

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