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Amazonas

MPAM instaura procedimento para investigar falhas graves no Portal da Transparência de Eirunepé

Município apresenta índice “inexistente” de transparência em ranking de 2025; promotoria aponta omissão de informações como violação constitucional e ameaça ao controle social

MPAM instaura procedimento para investigar falhas graves no Portal da Transparência de Eirunepé

Procedimento acompanha cumprimento das obrigações legais de transparência ativa no município - Foto: Divulgação/MPAM

Eirunepé, AM – Diante de indícios de grave omissão e descumprimento de normas da ordem pública, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Eirunepé, instaurou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar o cumprimento das obrigações legais de transparência ativa e o correto funcionamento do Portal da Transparência do município.

A portaria que instaurou o procedimento é assinada pelo promotor de Justiça Cláudio Moisés Rodrigues Pereira e tem como fundamento a Nota Técnica nº 5.2025.CAO-PDC.2027658.2025.027255, elaborada pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) do Ministério Público de Contas (MPC). O documento estabelece os parâmetros mínimos legais que devem ser observados pelos entes públicos em seus portais de transparência.

De acordo com o Ranking da Transparência MPC/TCE-AM 2025, o Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Eirunepé apresenta índice inexistente de transparência no ano de 2025. A avaliação aponta que o portal não vem sendo alimentado de forma completa, clara e acessível, tampouco em tempo real, caracterizando grave omissão e descumprimento da legislação vigente.

Segundo a Promotoria de Justiça, a transparência é um princípio fundamental da Administração Pública, previsto na Constituição Federal, sendo indispensável para o controle social, a fiscalização dos gastos públicos e o fortalecimento da democracia.

“A omissão de informações viola a Constituição e impede o controle social. O acesso claro, completo e atualizado às informações públicas é um direito do cidadão e um dever dos gestores. O Ministério Público atuará para que o dever de transparência seja integralmente cumprido”, destacou o promotor de Justiça.

Diante da situação constatada, o MPAM determinou a expedição de recomendação à Prefeitura de Eirunepé e à Câmara Municipal de Vereadores para que adotem as providências necessárias à imediata regularização do Portal da Transparência, em conformidade com a legislação vigente.

(*) Com informações do MPAM

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