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Política

Natália Demes defende fortalecimento das políticas para mulheres e maior participação feminina na política

Em entrevista ao Conexão Política Norte em Foco, pré-candidata destaca desafios enfrentados pelas mulheres, cobra políticas públicas mais eficazes e reforça a importância da representatividade feminina e indígena

Natália Demes defende fortalecimento das políticas para mulheres e maior participação feminina na política

"Trabalho doméstico não remunerado é uma forma de escravidão", diz Natália Demes em entrevista exclusiva - Foto: Norte em Foco

Em entrevista exclusiva ao programa Conexão Política Norte em Foco, a pré-candidata à deputada federal Natália Demes apresentou suas principais pautas voltadas à defesa dos direitos das mulheres, à valorização dos povos indígenas e ao fortalecimento das políticas públicas no Amazonas.

Durante a conversa, Natália chamou atenção para a sobrecarga enfrentada por milhões de mulheres com o trabalho doméstico, os cuidados familiares e as tarefas reprodutivas não remuneradas. Segundo ela, esse esforço, essencial para a sociedade, permanece invisível e sem o devido reconhecimento, configurando uma realidade de profunda desigualdade.

Outro tema abordado foi a necessidade de ampliar a participação das mulheres indígenas nos espaços de poder. Para a pré-candidata, essas lideranças carregam conhecimentos tradicionais fundamentais e contribuem com perspectivas indispensáveis para a construção de políticas públicas mais inclusivas. Ela também destacou a generosidade dos povos indígenas que compartilham sua cultura e sua sabedoria com a sociedade brasileira.

Natália também criticou a demora na implantação da Casa da Mulher Brasileira no Amazonas. De acordo com ela, apesar dos recursos destinados ao projeto, ainda falta vontade política para garantir um espaço que ofereça acolhimento psicológico, assistência social e suporte jurídico às vítimas de violência, especialmente diante do aumento dos casos de feminicídio no estado.

Ao tratar da violência contra a mulher, a pré-candidata afirmou que muitas vítimas enfrentam obstáculos para denunciar seus agressores e, frequentemente, acabam sendo revitimizadas durante o atendimento. Ela defendeu a capacitação permanente dos profissionais responsáveis por esses casos, garantindo um atendimento humanizado e eficiente.

A entrevista também abordou a baixa representatividade feminina nos cargos políticos. Para Natália, é necessário compreender os fatores que dificultam a participação das mulheres na política e criar mecanismos que promovam maior igualdade de oportunidades nos espaços de decisão.

Outro ponto destacado foi a importância de conhecer a realidade das mulheres amazonenses para desenvolver políticas públicas mais eficazes. Segundo ela, é fundamental reconhecer e respeitar a autoridade das mulheres como protagonistas da sociedade, fortalecendo ações que atendam às necessidades específicas do estado.

Natália relembrou ainda seu retorno à política partidária após as eleições de 2018. Ela explicou que passou a atuar como advogada popular, prestando assessoria jurídica a candidatos e ao PSOL em questões relacionadas à legislação eleitoral e ao acesso ao financiamento partidário.

A pré-candidata também demonstrou preocupação com o elevado número de gestações entre jovens decorrentes da violência sexual e com a subnotificação desses casos. Ela afirmou que as políticas públicas voltadas à maternidade ainda são insuficientes, citando a falta de creches e a carência de apoio às mães de crianças com deficiência.

Encerrando a entrevista, Natália reforçou que muitas mulheres desistem de denunciar a violência devido às diversas formas de opressão e à ausência de uma rede de proteção eficiente. Para ela, ampliar o acesso ao atendimento psicológico, à assistência social e ao suporte jurídico é fundamental para garantir que as vítimas tenham condições de romper o ciclo da violência e buscar justiça.

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