O Amazonas aparece em destaque no cenário religioso brasileiro. Segundo o levantamento citado, realizado pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER) em parceria com a Quaest, 45% da população do estado se declara evangélica, percentual 16 pontos acima da média nacional, de 29%.
O índice amazonense também supera o registrado na Região Norte, onde 40% dos entrevistados afirmaram ser evangélicos. O levantamento ouviu 15 mil pessoas com 16 anos ou mais, entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro, em 412 municípios brasileiros. A margem de erro geral informada é de um ponto percentual.
Norte concentra maior proporção de evangélicos
Os dados apresentados traçam um panorama da composição religiosa do país e apontam diferenças importantes entre as regiões. Enquanto o catolicismo mantém maior presença no Nordeste, os percentuais de evangélicos são mais elevados na Região Norte.
No recorte apresentado, o Amazonas registra 45%, enquanto o Piauí aparece com a maior proporção de católicos, com 73%. Considerando todo o país, 50% dos entrevistados se identificaram como católicos e 29% como evangélicos.
Dentro do segmento evangélico, as Assembleias de Deus aparecem como o maior grupo, reunindo 32% dos fiéis. O levantamento também aponta que aproximadamente sete em cada dez evangélicos pertencem a igrejas pentecostais. Já os chamados “desigrejados” representam 10% — pessoas que mantêm a identidade evangélica, mas não possuem vínculo permanente com uma igreja.
Religião também varia conforme idade e raça
A pesquisa aponta ainda diferenças relacionadas à faixa etária. A proporção de pessoas que se identificam como evangélicas cresce entre os entrevistados mais jovens.
Também foram observadas diferenças segundo raça: 31% dos entrevistados pretos e pardos declararam-se evangélicos, enquanto o percentual entre os brancos foi de 26%.
No Amazonas, a presença das igrejas evangélicas se estende por diferentes regiões do estado, incluindo Manaus, municípios do interior e comunidades mais distantes.
A dimensão desse segmento também aparece nas discussões sobre religião e vida pública. O ISER mantém pesquisas voltadas à relação entre religião e política e destaca a necessidade de considerar a diversidade existente dentro do próprio campo religioso ao analisar comportamento político e processos eleitorais.
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