A decisão da Prefeitura de Manaus de ampliar o Sou Manaus, que tradicionalmente tinha quatro dias de programação, para dez dias de evento levanta uma discussão que precisa ser feita com seriedade: afinal, quanto essa mudança vai custar?
O prefeito de Manaus, Renato Júnior, afirmou que os artistas não serão pagos com dinheiro público, mas por meio do apoio da iniciativa privada. A declaração, porém, não encerra os questionamentos sobre os gastos envolvidos na realização do evento.
Se os cachês dos artistas serão custeados por empresas privadas, é importante que a Prefeitura apresente quais empresas irão patrocinar o Sou Manaus, quais atrações serão custeadas por cada patrocinador e quais valores serão destinados aos artistas.
Também é necessário esclarecer quanto será gasto com estrutura, segurança, limpeza, montagem, logística, serviços terceirizados e demais despesas necessárias para manter uma programação de dez dias.
A população precisa saber claramente o que será pago com dinheiro público e o que será bancado pela iniciativa privada.
A ampliação do evento pode movimentar a economia, fortalecer a cultura e oferecer entretenimento à população. Mas, se o evento passa de quatro para dez dias, também aumenta a necessidade de transparência.
Se a Prefeitura afirma que os artistas não serão pagos com recursos públicos, que apresente os números: quem são os patrocinadores, quanto cada empresa irá investir, quais artistas serão custeados por essas empresas e qual será o custo total do Sou Manaus para os cofres públicos.
Afinal, não basta dizer que os artistas serão pagos pela iniciativa privada. É preciso deixar claro quem está pagando, quanto está pagando e quanto, de fato, sairá dos cofres públicos.
Sou Manaus se estende por dez dias: e o custo disso, quem revela? pic.twitter.com/cEB5PJcPgT
— Norte Em Foco (@norteemfoco) August 24, 2026
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