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Em uma operação que aumenta a tensão geopolítica em alto-mar, as Forças Armadas dos Estados Unidos apreenderam, nesta quarta-feira (7), o petroleiro Marinera (anteriormente *Bella-1*), de bandeira russa e ligado à Venezuela, no Oceano Atlântico. A ação ocorreu após uma perseguição de várias semanas e envolveu a Guarda Costeira e o Comando Europeu dos EUA. O navio foi capturado por “violações às sanções dos Estados Unidos”, conforme comunicado oficial.
O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, foi enfático ao anunciar a apreensão: “O bloqueio ao petróleo venezuelano sancionado e ilícito permanece em PLENO VIGOR — em qualquer lugar do mundo”, escreveu nas redes sociais. As autoridades dos EUA classificam o Marinera como parte de uma “frota paralela” usada para transportar petróleo de Venezuela, Rússia e Irã, burlando as sanções internacionais.
Perseguição internacional e envolvimento russo
A operação foi complexa e de longo alcance. Após o petroleiro romper um bloqueio marítimo próximo à Venezuela e rejeitar uma primeira tentativa de abordagem da Guarda Costeira dos EUA, a embarcação fugiu em direção ao nordeste do Atlântico. Os norte-americanos mantiveram a perseguição, utilizando até mesmo aeronaves de vigilância P-8 decoladas de uma base no Reino Unido para monitorar sua rota.
Dados de rastreamento indicavam que o navio se aproximava da zona econômica exclusiva da Islândia quando foi finalmente interceptado. Segundo a emissora estatal russa RT, a apreensão final foi realizada por forças americanas que desceram de um helicóptero sobre o petroleiro. A operação contou com a presença próxima de um submarino e de um navio de guerra russo, que teriam escoltado o Marinera nos dias anteriores, embora não tenha havido confronto direto entre as forças das duas potências.
O governo russo, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, limitou-se a afirmar que monitora a situação e criticou a ação americana como “desproporcional”, defendendo o direito do navio à liberdade de navegação em águas internacionais.
Contexto de pressão máxima sobre a Venezuela
A apreensão é mais um capítulo na ofensiva do governo do presidente Donald Trump contra o petróleo venezuelano. No mês passado, Trump anunciou um “bloqueio total” a petroleiros sancionados que tentassem entrar ou sair da Venezuela, como parte da pressão para derrubar o então presidente Nicolás Maduro.
Com a captura de Maduro no último sábado (3) e a posse de um governo interino pró-EUA, a estratégia de Washington parece ter entrado em uma nova fase. Na terça-feira (6), o próprio Trump declarou que a Venezuela entregaria “entre 30 e 50 bilhões de barris de petróleo sancionado” aos Estados Unidos, sinalizando a intenção de assumir o controle direto do desenvolvimento das maiores reservas de petróleo do mundo.
A apreensão do Marinera serve, portanto, como um demonstrativo de força e um aviso claro: os EUA estão dispostos a fazer valer seu bloqueio comercial e a impedir que qualquer petróleo venezuelano considerado ilícito circule globalmente, mesmo que isso signifique confrontar, em águas internacionais, navios com bandeira e escolta de potências rivais como a Rússia. O episódio eleva o risco de um incidente naval de maiores proporções no Atlântico Norte.
(*) Com informações do ICL Notícias
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