A prisão preventiva de Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, durante uma operação da Polícia Civil do Amazonas trouxe também repercussões para o cenário político do estado. O investigado foi preso na quinta-feira (3), durante uma ação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) que resultou na apreensão de aproximadamente 2,5 toneladas de drogas.
Segundo a Polícia Civil, Soares era investigado havia cerca de dois anos por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. A prisão preventiva foi determinada pela Justiça.
Os entorpecentes foram encontrados dentro de um caminhão localizado em um imóvel relacionado ao investigado, em Manaus. A apreensão foi apresentada oficialmente pela polícia nesta sexta-feira (4).
Presença no meio político
Além das investigações criminais, Rodrigo Soares mantinha atuação pública por meio do Instituto União, entidade localizada no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul de Manaus.
Publicações nas redes sociais do instituto mostram a divulgação de ações relacionadas a campanhas de candidatos do Partido Liberal (PL). Entre os nomes divulgados estão Alberto Neto, candidato ao Senado, e Alfredo Nascimento, candidato a deputado federal.
Nas próprias redes sociais, Soares também se identificava como coordenador da campanha de Maria do Carmo (PL) ao Governo do Amazonas.
A proximidade entre os dois também aparece em uma fotografia publicada pela própria candidata, na qual ela está ao lado do investigado. A imagem permanecia disponível no perfil de Maria do Carmo nesta sexta-feira (4).
— Norte em Foco (@norteemfoco.bsky.social) 2026-09-04T19:32:12.405Z
Material de campanha encontrado
Durante as diligências, a polícia também encontrou material de campanha eleitoral dentro de um imóvel ligado ao suspeito.
Até o momento, porém, a Polícia Civil não informou se Rodrigo Soares é apontado como proprietário das drogas apreendidas ou qual seria exatamente sua participação na organização investigada.
A prisão é preventiva e não representa uma condenação. As investigações continuam para esclarecer a origem dos entorpecentes e a eventual participação do investigado no esquema criminoso.
Preso em operação que apreendeu 2,5 toneladas de drogas se apresentava como coordenador da campanha de Maria do CarmoRodrigo “RC” Soares mantinha atuação pública no Instituto União, entidade que divulgava ações de candidatos do PL; candidata publicou foto ao lado do investigado
— Norte em Foco (@norteemfoco.bsky.social) 2026-09-04T19:30:53.540Z
Candidata nega ligação
Maria do Carmo negou qualquer relação com Rodrigo Soares e afirmou desconhecer como materiais relacionados à sua campanha foram parar no imóvel.
“Não sei como meu material pode ter parado ali. Qualquer pessoa pode colocar, certamente não fui eu. Não tenho nada a ver com isso”, declarou a candidata.
Em outro posicionamento, Maria do Carmo afirmou que agentes descaracterizados da inteligência e viaturas estariam realizando vigilância ostensiva em frente à sua residência.
A candidata da coligação “Mudar é Urgente” também declarou que não possui ligação com o investigado e criticou o que classificou como uso da estrutura de segurança pública para intimidar sua candidatura.
“Não tenho qualquer ligação com o investigado e não admitirei que usem a estrutura da segurança pública para intimidar minha candidatura. O aparato de inteligência, com o sistema Guardião e agentes como o sr. Aldemar, está na porta da minha casa”, afirmou.
O instituto também divulgava conteúdos e atividades relacionadas a candidatos do Partido Liberal. Entre os nomes citados estavam Maria do Carmo, Alberto Neto, candidato ao Senado, e Alfredo Nascimento, que disputava uma vaga de deputado federa.
A ligação entre Soares e Maria do Carmo também havia sido exposta publicamente pela própria candidata, que publicou uma fotografia ao lado do investigado.
Em imagens divulgadas pela Polícia Civil sobre a operação, aparece ainda uma casa onde foram encontrados materiais de campanha de Maria do Carmo.
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