O ex-detento Adilson Nápoles de Souza, de 25 anos, foi executado a tiros na manhã desta sexta-feira (30), na rua Olavo Bilac, no bairro Compensa 2, zona oeste de Manaus. A vítima, que havia cumprido pena por roubo e saído recentemente do sistema prisional, estava a caminho do trabalho para assinar sua demissão quando foi alvo de uma emboscada.
De acordo com informações preliminares da polícia, um criminoso, ainda não identificado, abordou Adilson e efetuou pelo menos oito disparos. A vítima usava capacete no momento do ataque. Após a execução, a motocicleta e o celular de Adilson desapareceram do local, levantando a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), embora as motivações do crime ainda não estejam claras.
A Polícia Militar foi acionada e isolou a área. Técnicos do Departamento de Polícia Técnica Científica (DPTC) realizaram a perícia no local, e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). Vizinhos relataram à reportagem que ouviram os tiros, mas não viram a execução.
Passado e contexto
Adilson tinha passagem pela polícia por roubo e havia cumprido pena no sistema prisional do Amazonas. Sua recente saída da prisão e a execução em estilo de emboscada levantam questões sobre possíveis retaliações ou envolvimento com facções criminosas, linha que será investigada pela Polícia Civil.
O caso está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). De acordo com fontes policiais, a investigação vai priorizar a análise de imagens de câmeras de segurança da região para tentar identificar o autor e a possível rota de fuga.
A execução ocorreu em uma via de intenso movimento, próximo a comércios e residências, o que aumentou o temor entre moradores da Compensa 2. “É assustador. A violência está cada vez mais perto, e ninguém parece seguro”, afirmou uma comerciante que preferiu não se identificar.
A Polícia Civil do Amazonas reforçou, em nota, que “todas as linhas de investigação estão sendo apuradas” e que “o objetivo é esclarecer o crime e levar os responsáveis à Justiça”. Até o momento, ninguém foi preso.
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