Manaus voltou a enfrentar uma noite marcada pela presença intensa de fumaça no ar neste sábado (12). A camada de poluição tomou conta de diferentes áreas da capital amazonense e voltou a chamar a atenção para o avanço das queimadas no interior do Estado.
Dados recentes de monitoramento da qualidade do ar apontam situação preocupante. Por volta das 23h, Manaus registrava índice de qualidade do ar (AQI) de 103, classificado como “não saudável para grupos sensíveis”. O principal poluente identificado era o material particulado fino, conhecido como PM2,5.
O cenário ocorre em meio ao aumento expressivo dos focos de calor no Amazonas. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Estado registrou 1.167 focos de calor entre os dias 1º e 7 de setembro, liderando o ranking nacional no período.
Entre os municípios amazonenses que aparecem entre os que mais registraram focos de calor no Brasil estão Novo Aripuanã, Manacapuru, Apuí, Autazes, Lábrea e Caapiranga.
A fumaça preocupa principalmente crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e outros grupos mais vulneráveis. A recomendação diante da piora da qualidade do ar é reduzir atividades físicas ao ar livre e evitar, sempre que possível, a exposição prolongada à fumaça.
O avanço das queimadas também acende um alerta ambiental para o Amazonas. Os números registrados nos primeiros meses de 2026 já mostram uma forte pressão sobre o território durante o período de seca.
Enquanto a fumaça permanece sobre a capital, moradores relatam dificuldades para respirar, cheiro forte de queimado e redução da visibilidade em algumas áreas.
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