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Amazonas

Fumaça volta a encobrir Manaus e Defesa Civil aponta queimadas em estados vizinhos

Mudança na circulação atmosférica provocada por uma frente fria favoreceu o deslocamento da fumaça para Manaus, onde a qualidade do ar chegou a níveis considerados muito ruins

Fumaça volta a encobrir Manaus e Defesa Civil aponta queimadas em estados vizinhos

Manaus amanheceu novamente encoberta por fumaça nesta quarta-feira (9). De acordo com o monitoramento da Defesa Civil Municipal, a concentração de poluentes registrada na capital está relacionada principalmente a queimadas ocorridas em diferentes regiões, e não à quantidade de focos de incêndio dentro do município.

Segundo a Prefeitura de Manaus, as partículas são provenientes de áreas do Sul do Amazonas, do norte de Mato Grosso e de Rondônia. A mudança temporária na circulação dos ventos, provocada pelo avanço de uma frente fria pelo centro-sul do país, favoreceu o transporte das plumas de fumaça em direção à capital amazonense.

A alteração no padrão dos ventos em baixos níveis da atmosfera explica como a fumaça produzida a centenas de quilômetros de Manaus consegue alcançar a cidade.

Qualidade do ar preocupa

Os dados da Defesa Civil Municipal apontaram concentração de partículas finas, conhecidas como MP2,5, de 87,6 microgramas por metro cúbico (µg/m³). O índice é considerado “muito ruim” para a qualidade do ar.

Em algumas áreas da cidade, os números foram ainda maiores. Monitoramentos realizados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) registraram concentrações superiores a 100 µg/m³ nas primeiras horas da manhã, nível classificado pelo sistema como “péssimo”.

A diferença entre os resultados está relacionada aos equipamentos e locais utilizados para as medições. O Selva informa que seus sensores de material particulado são de baixo custo e funcionam como indicadores das condições ambientais em pontos específicos da cidade.

Frente fria mudou o caminho da fumaça

A presença da fumaça em Manaus é resultado da combinação de diferentes fatores. Além das queimadas registradas em áreas do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, a mudança na circulação atmosférica alterou a direção dos ventos e facilitou o deslocamento dos poluentes até a capital.

Outro fator que contribui para a permanência da fumaça é a estiagem. Com a redução das chuvas, diminui a chamada deposição úmida, processo natural responsável por retirar parte das partículas suspensas na atmosfera.

Dessa forma, dependendo das condições meteorológicas, a fumaça gerada em regiões distantes pode percorrer centenas de quilômetros e atingir Manaus.

Defesa Civil orienta população

Diante dos níveis elevados de poluição, a recomendação é evitar a exposição prolongada à fumaça e reduzir a prática de atividades físicas intensas ao ar livre durante os períodos de maior concentração de partículas.

A população também deve manter uma boa hidratação e acompanhar os dados atualizados sobre a qualidade do ar.

Em Manaus, denúncias de queimadas podem ser feitas à Guarda Municipal pelo telefone 153. Em situações de risco ou emergência, a Defesa Civil Municipal pode ser acionada pelo 199.

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