Diante do avanço das temperaturas extremas e dos impactos do calor na saúde e na qualidade de vida da população, o Delegado João Tayah propõe a criação da Política Nacional de Arborização Urbana e Resiliência Térmica, com o objetivo de transformar as árvores em uma verdadeira infraestrutura de proteção contra o calor nas cidades brasileiras.
A proposta estabelece metas obrigatórias e progressivas de cobertura arbórea, especialmente para capitais e grandes cidades, aliadas a um plano permanente de manutenção. A iniciativa prevê não apenas o plantio, mas também ações de irrigação, poda e reposição das árvores sempre que necessário.
Outro eixo da proposta é a criação de uma estratégia de sombra urbana, priorizando calçadas, escolas, postos de saúde e paradas de ônibus. O objetivo é garantir mais conforto térmico à população e reduzir a exposição direta ao sol nos espaços públicos.
O combate às chamadas ilhas de calor também está entre as prioridades. Os investimentos deverão ser direcionados, de forma estratégica, para as áreas mais quentes das cidades, com atenção especial aos bairros e comunidades mais vulneráveis.
A política também prevê incentivos federais para os municípios que cumprirem as metas estabelecidas, fortalecendo a participação das prefeituras na ampliação e preservação das áreas verdes urbanas.
Para o Delegado Tayah, a proposta deve valorizar ainda as espécies nativas, especialmente nos municípios da Amazônia, reconhecendo a biodiversidade regional como parte fundamental da solução para os desafios climáticos.
“Árvore não é decoração. É sombra, saúde, qualidade de vida e infraestrutura contra a mudança do clima”, destaca Tayah.
A proposta surge em um momento em que cidades como Manaus enfrentam períodos cada vez mais intensos de calor, reforçando a necessidade de planejamento urbano, responsabilidade ambiental e políticas públicas capazes de proteger a população.
Com a Política Nacional de Arborização Urbana e Resiliência Térmica, o Delegado Tayah defende que o enfrentamento ao calor extremo passe a ser tratado como uma questão de saúde pública, planejamento urbano, justiça climática e qualidade de vida.
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