O candidato a deputado federal Delegado João Tayah (PT) questionou, nesta quarta-feira (17), o fechamento do Centro Cultural Palacete Provincial, em Manaus, onde está em cartaz a exposição “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros”. A mostra, gratuita, reúne relatos, fotografias, vídeos e outros registros relacionados à experiência da população durante a pandemia.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Tayah afirmou que esteve em frente ao Palacete Provincial e encontrou o local fechado e isolado por uma corrente. Segundo o delegado, a justificativa apresentada foi a ocorrência de uma pane elétrica que teria impedido a realização da exposição.
“Queremos acreditar que de fato foi um problema técnico, que não houve forças estranhas tentando impedir que a população relembre esse triste e importante episódio do Amazonas”, declarou Tayah.
O candidato também chamou atenção para o fato de a estrutura da exposição permanecer instalada dentro do espaço, apesar de o local estar sem funcionamento no momento de sua visita. Para ele, a situação precisa ser esclarecida para que a população saiba as razões que levaram à interrupção da visitação.
A exposição foi anunciada para permanecer no Palacete Provincial até 22 de novembro de 2026, com entrada gratuita e visitação prevista de terça a domingo, das 9h às 15h.
Durante a manifestação, Tayah também relembrou os impactos da pandemia no Amazonas. Dados oficiais da Secretaria de Estado de Saúde registravam 14.174 mortes por Covid-19 no Amazonas até maio de 2022, número que evidencia a dimensão da tragédia sanitária no estado.
“Os responsáveis por isso, pela falta de oxigênio e pela tragédia na vida de milhares de famílias, não podem ficar impunes”, afirmou.
Ao final do vídeo, o candidato associou a lembrança da pandemia ao cenário eleitoral de 2026 e reforçou a importância da sua candidatura à Câmara dos Deputados e de Lula da Silva para combater o que enxerga como retrocessos de governos anteriores no Amazonas.
Tayah encerrou o vídeo defendendo que a memória da pandemia seja preservada e que os episódios relacionados à crise sanitária continuem sendo debatidos pela sociedade.









