Codajás, AM – Uma operação de fiscalização fluvial resultou na apreensão de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, de origem não declarada, nesta segunda-feira (19), no município de Codajás, a 240 km de Manaus. A quantia estava com um comerciante de 44 anos, passageiro de uma lancha rápida abordada por policiais militares no porto da cidade.
A ação integra a Operação Fronteira Mais Segura/Protetor das Fronteiras, coordenada pela Secretaria de Segurança do Amazonas. Por volta das 10h, uma equipe da Base Fluvial Tiradentes da Polícia Militar interceptou a lancha de passageiros Expresso Kedson Araújo VI para uma inspeção de rotina.
Durante a vistoria, os agentes localizaram uma mochila contendo uma grande quantidade de cédulas, todas de R$ 50 e R$ 100. Diante dos policiais, o comerciante, que era portador da bolsa, não conseguiu explicar a origem do dinheiro nem informar o valor exato que carregava.
Justificativa Considerada Insuficiente pelas Autoridades
O homem, o dinheiro e a documentação da embarcação foram conduzidos ao 78º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Codajás. Em depoimento, o comerciante declarou à Polícia Civil que o valor pertencia a seu irmão, também comerciante na cidade de Coari, e seria proveniente de um empréstimo bancário contratado por ele.
No entanto, a justificativa foi considerada insuficiente e inconsistente pelas autoridades. O delegado Alex Pérez, responsável pelo caso, determinou a apreensão cautelar da quantia e a abertura de um inquérito policial para investigar a origem e a destinação do montante. A hipótese de lavagem de dinheiro ou evasão de divisas é uma das linhas investigadas.
Operação em Área Estratégica
A apreensão ocorre em uma região estratégica do estado, cortada por rios que são corredores logísticos e de transporte de pessoas e cargas. Operações como a Fronteira Mais Segura têm como objetivo coibir crimes transnacionais, tráfico de drogas, contrabando e ilícitos financeiros nas fronteiras fluviais do Amazonas.
A Polícia Civil deve solicitar informações bancárias e cruzar dados para comprovar ou refutar a versão apresentada pelo passageiro. Enquanto a investigação não é concluída, o R$ 1 milhão em espécie permanecerá apreendido à disposição da Justiça.
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