
Roupas e acessórios encontrados em imóvel alugado por agente de segurança pública preso por suspeita de exploração sexual — Foto: Divulgação/PC-AM
Um agente de segurança pública de 36 anos foi preso na última segunda-feira (22) sob suspeita de comandar um esquema de exploração sexual de duas adolescentes, de 15 e 17 anos, em Manaus. As vítimas foram levadas de Itacoatiara, município localizado no interior do Amazonas, para a capital, onde eram submetidas à exploração sexual em um imóvel alugado pelo próprio suspeito.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), após investigações que tiveram início com uma denúncia feita por uma Organização Não Governamental (ONG). A entidade relatou que a adolescente de 15 anos estava desaparecida desde o dia 10 de junho, data em que deixou Itacoatiara, e que haveria indícios de que ela estaria sendo explorada sexualmente na capital amazonense.

Imóvel alugado por agente de segurança pública preso por suspeita de exploração sexual — Foto: Divulgação/PC-AM
Esquema criminoso
De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o investigado alugou um imóvel localizado no bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus, para servir como ponto de base para a atividade criminosa. No local, o agente de segurança geria toda a operação: cobrava pelos encontros sexuais, controlava os valores arrecadados e anunciava os serviços por meio de aplicativos de mensagens.
A delegada destacou ainda que o homem mantinha total controle sobre as adolescentes e sobre o dinheiro obtido com a exploração.
Ações policiais
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o suspeito. O homem foi autuado pelos crimes de favorecimento à prostituição e exploração sexual de vulnerável, ambos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal Brasileiro.
Após os procedimentos legais, o agente de segurança foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Investigações em andamento
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em curso para apurar se outras mulheres também eram exploradas sexualmente no mesmo endereço. A Depca não descarta a possibilidade de novas vítimas e pede que qualquer informação sobre casos semelhantes seja repassada anonimamente pelo Disque 100 ou diretamente à delegacia especializada
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