Um morador do bairro Rio Piorini, na zona norte da capital, enfrenta um problema incomum e frustrante: ele está impedido de sair de casa com seu carro após um poste de iluminação pública pegar fogo e um emaranhado de cabos de internet e telefonia desabar diretamente em frente ao portão de sua garagem. O caso aconteceu na rua Andirá-Açú, e, até o momento, não há previsão de solução definitiva.
De acordo com o relato do proprietário, que preferiu não se identificar, o poste pegou fogo na última terça-feira (13) devido a um curto-circuito. Com o calor das chamas, os cabos de fibra óptica e de telefonia que estavam fixados no poste derreteram e cederam, criando uma verdadeira “barreira” de fios que bloqueia completamente a passagem do veículo.
Desafio na identificação das responsabilidades
Ao perceber o problema, o morador entrou em contato com diversas empresas de telecomunicações para solicitar a remoção dos cabos. A resposta que recebeu, no entanto, só aumentou a complicação: as operadoras confirmaram que os fios pertencem a várias empresas diferentes, que compartilham a mesma infraestrutura no poste – uma prática comum no setor, conhecida como “posteamento compartilhado”.
Apenas uma das empresas enviou uma equipe técnica ao local. Os profissionais retiraram exclusivamente a fiação de sua responsabilidade, deixando para trás o restante do emaranhado de cabos. Com isso, o portão continua bloqueado e o morador, sem condições de usar sua garagem.
Morador aguarda solução das demais operadoras
“É um absurdo. Você fica refém em sua própria casa. Uma empresa vem, tira o que é dela e vai embora, mas o problema continua porque os outros cabos são de outras companhias. Cadê a responsabilidade? Cadê a urgência?”, desabafou o proprietário.
Ele agora aguarda que as demais operadoras responsáveis enviem suas equipes para concluir a manutenção e a limpeza da área. Enquanto isso, precisa estacionar seu carro na rua e enfrenta dificuldades logísticas no dia a dia.
Problema reflete falta de coordenação entre concessionárias
O caso evidencia um problema crônico na gestão da infraestrutura urbana: a falta de coordenação entre as diversas concessionárias que utilizam os mesmos postes. Quando ocorre um incidente como um incêndio, o cidadão fica no meio de uma “guerra” de responsabilidades, sem saber a quem cobrar efetivamente pela solução.
A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (SEMULSP) foi contactada pela reportagem, mas informou que a retirada de cabos de telecomunicações é de responsabilidade das próprias empresas, não da prefeitura. Já a Amazonas Energia, responsável pela rede de energia e pelo poste de iluminação, informou que já realizou os reparos na parte elétrica, mas que os cabos de telecomunicações são de responsabilidade das operadoras.
A reportagem tentou contato com as principais operadoras de telefonia e internet que atuam na região, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O morador segue à espera de uma solução que lhe devolva o direito de ir e vir de sua própria residência.
VÍDEOS: morador fica ‘preso’ após poste pegar fogo e fios bloquearem garagem pic.twitter.com/ga39jw3k7U
— Norte Em Foco (@norteemfoco) January 16, 2026
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