
Imagem gerada por Inteligência Artificial
Nas últimas semanas, tomaram posse os novos professores e pedagogos aprovados no último concurso da rede de ensino municipal, em Manaus. Somando com os profissionais da área que já atuam no município, esta leva de educadores me enchem de esperança.
Sendo assim, nesta oportunidade quero trocar uma ideia com estes nobres docentes, fazendo-lhes um pedido: respondam com vida a esse necromodo de fazer e pensar dentro da estrutura desencantada das escolas!
A Amazônia é um território rico em diversidade cultural e étnica. Por isso, levem em seus repertórios a natureza, as artes, as sabedorias encantadas dos povos afro-indígenas, as práticas antirracistas, as múltiplas formas de linguagens e o estímulo à alegria, à sensibilidade e a criação para a sala de aula.
Essas sementes podem germinar seres fortalecidos com autoestima, criatividade, consciência, pertencimento e conhecimentos que promovam transformações sociais significativas, que salvaguardem as vidas humanas e não-humanas em relações de convivência na cidade e na floresta.
Em tempos de apagão de professores no país, vejo uma luz entrando no túnel da educação municipal, pois muitos destes profissionais da Educação estão entrando com percepção política, ética, com letramento racial e compreensão da diversidade presente nas escolas de Manaus.
Sabemos que se inicia um grande desafio mas quem abraça a profissão de educador de crianças e jovens sonha com um futuro mais justo. Assim, ansiamos por tempos melhores. Que as narrativas encantadas dos seres da natureza amazônica sejam intuição e inspiração em suas trajetórias! Ainda que contra a correnteza, continuem a nadar. A luta pela educação é a luta pela vida.
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