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Política

O apocalipse eleitoral, a violência contra os povos indígenas e aquilo que permanece depois das urnas

Quatro dias depois das urnas, a violência denunciada contra os Guarani e Kaiowá não ofereceu uma metáfora do apocalipse: ofereceu a materialidade brutal de uma sociedade que ainda exige ser transformada

O apocalipse eleitoral, a violência contra os povos indígenas e aquilo que permanece depois das urnas

Reprodução APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)

Quatro dias depois do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, a casa de Ñandesy Roberta, rezadeira Guarani e Kaiowá de 90 anos, foi incendiada na aldeia Jaguapiré, em Tacuru, Mato Grosso do Sul, segundo denúncia da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Na mesma semana, circularam ameaças de envenenar a água consumida por comunidades indígenas, além de relatos de agressões e atropelamentos, hoje objeto de apuração por órgãos federais. A eleição havia terminado em 25 de outubro; o incêndio foi denunciado em 29. A proximidade entre essas datas expõe uma contradição que a excitação eleitoral parece incapaz de resolver: enquanto o país discutia qual resultado significaria o fim do mundo, havia pessoas para as quais a violência continuava sendo uma experiência cotidiana, independentemente de quem ocupasse a Presidência.

Talvez poucas campanhas tenham condensado de maneira tão explícita a política do apocalipse quanto essa disputa entre lulopetismo e bolsonarismo. De um lado, a eleição foi apresentada por parte do campo governista como uma barreira contra a barbárie e a destruição da democracia; do outro, setores da oposição transformaram a continuidade do PT na imagem de uma catástrofe nacional. O próprio Lula chegou a descrever a disputa como oposição entre democracia e barbárie, enquanto Flávio Bolsonaro, derrotado por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, afirmou que não reconheceria o resultado e que buscaria sua anulação. Não se trata de considerar equivalentes os projetos, as práticas ou as responsabilidades de cada campo, trata-se de perceber como o medo, ainda quando nasce de ameaças efetivas e desiguais, pode passar a organizar todo o horizonte político: vota-se para impedir que o mundo acabe, mas quase nunca se pergunta que mundo permanece quando a votação termina.

A pergunta não é uma provocação contra quem votou para evitar riscos concretos. Há governos que ampliam a proteção institucional, outros que restringem direitos, e essas diferenças não são irrelevantes para quem depende do salário, dos serviços públicos, da fiscalização ambiental ou da demarcação de uma terra. O voto defensivo pode corresponder a uma necessidade material legítima, o que deveria nos inquietar é a transformação dessa necessidade no limite máximo da imaginação política. Quando cada eleição se converte na última oportunidade de salvar a sociedade, a urgência seguinte passa a justificar a suspensão indefinida das perguntas mais difíceis: quem decide sobre a terra, sobre a água, sobre o trabalho e sobre as condições em que a própria vida pode continuar existindo?

A violência denunciada contra Guarani e Kaiowá não nasceu em 26 de outubro, as comunidades de Mato Grosso do Sul atravessam uma longa história de confinamento territorial, expulsões, reivindicações de retomada e conflitos com interesses fundiários. O coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ouvido pela Agência Brasil, lembrou que as agressões destacadas no período pós-eleitoral integram uma violência permanente no campo; isso não diminui a gravidade das ameaças possivelmente associadas ao voto indígena, que precisam ser investigadas e responsabilizadas. Significa que a conjuntura eleitoral pode intensificar ou dar visibilidade a processos que possuem determinações anteriores a ela, a urna não criou a disputa; tampouco sua apuração poderia encerrá-la.

Convém, portanto, retirar essa discussão do terreno da excepcionalidade. O relatório do CIMI sobre 2025, elaborado a partir de registros do Sistema de Informação sobre Mortalidade e de órgãos oficiais de saúde, identificou 258 assassinatos de pessoas indígenas no país, contra 211 em 2024. Em 2018, eram 135; em 2019, 113; em 2020, 182; em 2021, 176; em 2022, 180; e em 2023, 208. Ao longo de oito anos, a série reúne 1.463 registros. Não se trata de taxas por cem mil habitantes, tampouco de uma contagem exclusiva de mortes associadas a disputas fundiárias, seria metodologicamente incorreto atribuir cada homicídio à política indigenista de um único governo. No entanto, seria igualmente absurdo olhar essa continuidade e concluir que a violência se explica apenas pela exaltação produzida por uma eleição.

FIGURA 1 — Assassinatos de indígenas (2018–2025)

Fonte: Relatórios anuais do Cimi; informação derivada de bases oficiais de saúde.

A geografia dessa violência também importa. Somente em 2025, Roraima registrou 82 assassinatos de indígenas, Amazonas, 47, e Mato Grosso do Sul, 37, segundo o CIMI. Juntos, esses três estados concentraram aproximadamente 64% dos casos nacionais daquele ano. O Censo de 2022, por sua vez, identificou cerca de 1,69 milhão de indígenas no Brasil, dos quais 490,9 mil viviam no Amazonas e 867,9 mil na Amazônia Legal, Manaus possuía 71,7 mil habitantes indígenas, o maior contingente municipal do país. Não estamos falando de uma população distante da vida nacional, mas de povos que atravessam a floresta e as cidades, as periferias urbanas e as fronteiras econômicas, as terras reconhecidas e aquelas cujo reconhecimento continua sendo disputado. A questão indígena não é uma nota de rodapé do Brasil: é uma das formas pelas quais suas contradições históricas se tornam visíveis.

Os Cadernos Conflitos no Campo Brasil, produzidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), ajudam a ampliar a escala dessa leitura. Em 2024, o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino contabilizou 2.207 ocorrências de conflitos no campo; em 2025, foram 1.593, uma redução de aproximadamente 28%, entretanto, essa diminuição não foi acompanhada pela redução dos assassinatos. No levantamento específico da CPT, as mortes relacionadas aos conflitos agrários passaram de 13 para 26 entre esses dois anos, enquanto os registros de assassinatos de indígenas sistematizados pelo Cimi aumentaram de 211 para 258. É importante reconhecer que esses levantamentos possuem abrangências e metodologias distintas: a CPT documenta conflitos envolvendo indígenas, trabalhadores rurais, quilombolas, posseiros, ribeirinhos e outros sujeitos, enquanto o Cimi registra assassinatos de indígenas em um universo mais amplo, não necessariamente relacionados a conflitos fundiários. Ainda assim, a leitura conjunta desses indicadores revela que a redução quantitativa das ocorrências não significa, necessariamente, uma diminuição da violência.

FIGURA 2 — Conflitos no campo segundo a CPT (2018–2025)

Fonte: Cedoc Dom Tomás Balduino/CPT, edições anuais; 2024 corrigido pelo Caderno 2025.

Essa aparente contradição precisa ser compreendida no interior das próprias transformações da acumulação capitalista, a expansão do capital não se realiza de maneira homogênea pelo território, tampouco a redução dos conflitos registrados significa que as relações de expropriação e dominação tenham sido superadas. Ao contrário, a intensificação da exploração econômica pode ampliar a pressão sobre determinados espaços, tornando a violência mais aguda onde os interesses de valorização encontram resistência. A redução das ocorrências, portanto, pode coexistir com formas mais intensas de violência, inclusive com o aumento das mortes, sem que isso represente qualquer pacificação das relações sociais. Os dados disponíveis não permitem afirmar, isoladamente, que os assassinatos passaram a se concentrar em menos territórios, mas demonstram que a violência não acompanha necessariamente a mesma trajetória quantitativa dos conflitos. Trata-se de compreender que a dinâmica da acumulação capitalista produz diferenciações espaciais, desloca pressões territoriais e reproduz, sob diferentes intensidades, os mecanismos de apropriação e expropriação que sustentam sua expansão.

A Amazônia ocupa um lugar decisivo nesse panorama. Das 1.593 ocorrências de conflitos no campo registradas pela CPT em 2025, 824 ocorreram na Amazônia Legal, mais da metade do total nacional. No primeiro semestre de 2026, foram 446 dos 841 conflitos contabilizados no país; o Pará registrou 90 ocorrências, enquanto Amazonas e Rondônia tiveram 63 cada, essa concentração regional evidencia que a expansão das atividades econômicas continua atravessada por profundas disputas em torno da apropriação territorial. Não é a floresta que produz essa violência, nem existe qualquer fatalidade geográfica que a explique; ela se organiza na sobreposição entre territórios de vida e projetos econômicos que procuram converter terra, madeira, minério, água e infraestrutura em oportunidades de valorização. As promessas de integração e desenvolvimento, repetidas desde os grandes projetos de ocupação incentivados pelo Estado no século XX, continuam convivendo com a expulsão, a grilagem, o garimpo ilegal e a destruição das condições de existência de diferentes povos.

Na Amazônia, a expansão capitalista não se realiza sobre um espaço vazio. A imagem da terra disponível, atrasada ou insuficientemente aproveitada sempre constituiu uma operação política: antes de apresentar o território como fronteira de investimento, foi necessário desconsiderar as formas de vida que historicamente o produziam. Para muitos povos indígenas, a terra não se reduz à propriedade negociável, pois nela se articulam memória, relações de parentesco, trabalho, circulação, alimentação, espiritualidade e decisão coletiva. O incêndio da casa de uma rezadeira, denunciado em Mato Grosso do Sul, não pode ser compreendido apenas como a destruição de uma construção; segundo as denúncias, atingiu também objetos sagrados, isto é, elementos que participam da reprodução de uma vida comum. Quando a violência alcança esses espaços, procura atingir mais do que bens materiais: alcança as próprias condições de continuidade cultural e social, revelando que a disputa territorial envolve, fundamentalmente, o confronto entre diferentes formas de produzir e reproduzir a existência.

Há uma contradição ainda mais reveladora, o artigo 231 da Constituição de 1988 reconhece os direitos originários dos povos indígenas às terras tradicionalmente ocupadas, em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal voltou a considerar inconstitucional o critério do marco temporal inserido na Lei 14.701/2023. A disputa, entretanto, não terminou. Entre a existência formal do direito e sua garantia concreta, permanecem procedimentos administrativos, pressões legislativas, ações judiciais, conflitos de posse e a presença de forças econômicas com capacidade desigual de intervenção. O território pode estar juridicamente reconhecido como direito e, ainda assim, ser ameaçado na vida cotidiana; essa distância entre a norma e a existência não representa simples erro de funcionamento: revela os conflitos que atravessam a própria organização do Estado e da sociedade.

Seria igualmente impreciso afirmar que nada mudou com a substituição do governo Bolsonaro pelo governo Lula. A Funai informa que, desde 2023, vinte terras indígenas foram homologadas e diferentes etapas de identificação e delimitação voltaram a avançar, são decisões materiais, e não apenas símbolos. Ao mesmo tempo, os registros de 2024 e 2025 impedem qualquer celebração fácil da proteção territorial como missão já cumprida. As diferenças entre governos precisam ser nomeadas sem que se converta essa comparação em absolvição automática das contradições que atravessam cada um deles. Defender medidas que impedem retrocessos não exige silenciar sobre o que continua insuficiente, é possível reconhecer a importância de uma demarcação e perguntar, no mesmo movimento, por que tantos povos ainda precisam enfrentar ameaças para fazer valer direitos já inscritos na Constituição.

É nesse ponto que a questão indígena recoloca a eleição em seu devido lugar. O voto pode definir quem terá atribuições para demarcar, fiscalizar, investigar ou bloquear determinada medida; não é pouca coisa, mas não transfere para o eleitor o controle cotidiano sobre os interesses fundiários, os empreendimentos que avançam sobre os territórios, a estrutura da propriedade ou as decisões sobre a produção da riqueza. A política institucional pode produzir freios, garantias e conquistas, mas não possui o monopólio da transformação social. Quando tudo é reduzido à escolha do governante, a sociedade é convocada a defender periodicamente instituições sobre as quais continua exercendo poder muito limitado nos intervalos das campanhas. O apocalipse eleitoral tem, assim, uma estranha utilidade: exige mobilização total no momento do voto e frequentemente deixa intacta a desmobilização que se segue.

Há algo especialmente cruel na ideia de que o mundo acaba ou é salvo conforme o resultado de uma disputa presidencial. Para quem enfrenta ameaça de despejo, água contaminada, racismo ou violência armada, a experiência histórica dificilmente cabe nessa oposição, isso não significa que o resultado seja indiferente; significa que o mundo real não obedece ao relógio das urnas. A terra continua disputada depois da apuração; a água não se torna segura porque uma candidatura venceu; o agressor não desaparece porque um partido perdeu. A dimensão concreta de uma conquista eleitoral deveria ser medida, também, pela capacidade de produzir condições efetivas de proteção, organização e decisão para aqueles que continuam vivendo sob ameaça.

As experiências de resistência indígena oferecem, aqui, uma resposta política que não pode ser reduzida à condição de exemplo moral. Assembleias, retomadas, redes de apoio, mobilizações regionais e articulações nacionais constituem formas históricas de intervenção direta sobre o território e sobre as condições da vida coletiva. Isso não elimina a importância dos representantes indígenas no parlamento ou das instituições responsáveis por garantir direitos; tampouco permite tratar todas as comunidades como se possuíssem uma única estratégia política, mas revela algo que a cultura eleitoral costuma obscurecer: os sujeitos não começam a fazer política quando recebem uma cédula e não deixam de fazê-la quando se encerram as urnas. A organização de um povo para defender a água, enterrar seus mortos, preservar seus lugares sagrados e deliberar sobre seu território é, também, produção de poder e de futuro.

Isso não significa imaginar que pequenos espaços de autonomia possam, isolados, dissolver relações históricas de exploração e dominação, sua potência depende da capacidade de produzir vínculos, continuidade e articulação com outras lutas. O mesmo vale para a defesa dos territórios indígenas: a indignação diante de uma ameaça precisa converter-se em proteção efetiva, solidariedade sustentada, investigação pública, condições de reprodução da vida e autonomia de decisão. Não basta transformar a tragédia em uma publicação comovida para que, poucos dias depois, o país volte a esperar a próxima campanha.

Talvez seja esta a maior pobreza da política brasileira contemporânea: uma sociedade que aprende a imaginar o fim do mundo a cada eleição, mas encontra enorme dificuldade para imaginar a transformação do mundo que permanece entre elas. A cada quatro anos, prometem-nos a salvação ou anunciam-nos a ruína; no intervalo, continuam os conflitos pela terra, os ataques aos povos indígenas e a administração de necessidades que jamais deixam de ser urgentes. Também não há razão para desprezar o voto de quem procura impedir o pior; há, porém, todas as razões para recusar que impedir o pior seja o máximo que possamos desejar. Quatro dias depois das urnas, a violência denunciada contra os Guarani e Kaiowá não ofereceu uma metáfora do apocalipse: ofereceu a materialidade brutal de uma sociedade que ainda exige ser transformada.

Há, inclusive, uma inversão curiosa nessa maneira de compreender a política: tornou-se comum considerar idealista qualquer tentativa de construir formas de organização que ultrapassem os limites da disputa eleitoral, sob o argumento de que a população enfrenta necessidades urgentes demais para se ocupar de outras possibilidades de luta. Como se a fome, a exploração do trabalho, a violência e a expropriação territorial fossem razões para restringir nossa atuação política, e não precisamente as condições materiais que tornam necessária sua ampliação.

O idealismo, entretanto, talvez esteja justamente em imaginar que a transformação dessas relações possa ser continuamente delegada à escolha de representantes, enquanto aqueles que experimentam cotidianamente suas consequências permanecem afastados das decisões fundamentais sobre a própria existência. Não se trata de opor a urgência da sobrevivência a um projeto abstrato de sociedade futura, mas de reconhecer que enfrentar essa urgência exige construir, no presente, capacidades coletivas de organização, resistência e intervenção. Os povos indígenas, que há décadas sustentam retomadas territoriais, mobilizações e diferentes experiências de organização comunitária, demonstram que a luta concreta não começa nem termina nas instituições. Se há alguma coisa profundamente distante da realidade e idealista, é acreditar que a realidade poderá ser transformada sem que os próprios sujeitos que a constituem se organizem para transformá-la.

O problema não é que o mundo tenha acabado depois da eleição. É que, para muitos, ele continua sendo organizado como se a vida pudesse permanecer indefinidamente sob ameaça e extermínio.

 

 

Fernando Monteiro

Doutor em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

 

 

Fontes e referências de checagem

Tribunal Superior Eleitoral (26 out. 2026) — balanço do segundo turno, 51,79% e 48,21%.
https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Outubro/presidente-do-tse-anuncia-reeleicao-de-lula-e-faz-balanco-do-2o-turno-das-eleicoes-2026
Agência Brasil (29 out. 2026) — denúncias de violência e ameaças contra Guarani e Kaiowá.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/indigenas-de-ms-denunciam-casos-de-violencia-e-ameacas-apos-eleicao
Agência Brasil (30 out. 2026) — Funai aciona PF; incêndio de casa de rezadeira, investigações.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-10/funai-aciona-pf-e-pede-apuracao-de-casos-de-ataques-contra-indigenas
Agência Brasil (3 out. 2026) — fala eleitoral de Lula sobre democracia e barbárie.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-10/multidao-acompanha-lula-em-ultimo-ato-de-campanha-em-sao-paulo
JOTA (25 out. 2026) — candidato derrotado contesta resultado.
https://www.jota.info/eleicoes/eleicoes-2026/flavio-bolsonaro-nao-reconhece-vitoria-de-lula-e-afirma-que-vai-pedir-anulacao-das-eleicoes
Cimi (13 ago. 2026) — Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil: dados de 2025.
https://cimi.org.br/2026/08/relatorioviolencia2025/
Cimi — Observatório da Violência: edições anteriores (2018–2024).
https://cimi.org.br/observatorio-da-violencia/edicoes-anteriores/
CPT — Conflitos no Campo Brasil 2025; registros nacionais e assassinatos no campo.
https://cptnacional.org.br/caderno/conflitos-no-campo-brasil-2025/
CPT (21 mai. 2026) — Amazônia Legal: 824 conflitos em 2025.
https://cptnacional.org.br/2026/05/21/amazonia-conflitos-campo-2025/
CPT (4 set. 2026) — Amazônia Legal: 446 conflitos no primeiro semestre de 2026.
https://cptnacional.org.br/2026/09/04/amazonia-conflitos-campo-2026/
IBGE — Povos indígenas no Censo Demográfico de 2022.
https://educa.ibge.gov.br/criancas/brasil/2848-nosso-povo/22324-os-indigenas-no-censo-2022.html
Funai (2026) — balanço recente de processos de demarcação no Amazonas e no Brasil.
https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2026/reveja-os-avancos-na-demarcacao-de-terras-indigenas-no-amazonas
Supremo Tribunal Federal (22 dez. 2025) — julgamento sobre marco temporal.
https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-considera-inconstitucional-trecho-de-lei-que-institui-marco-temporal-para-terras-indigenas/

 

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