
Seca no rio paralisa balsa na BR-319 por cerca de 4 horas no Amazonas — Foto: Foto: Reprodução/Redes Sociais
Manaus voltou a amanhecer encoberta por fumaça nesta segunda-feira (12). Pelo quinto dia consecutivo, a capital amazonense liderou o ranking nacional de pior qualidade do ar, segundo a plataforma internacional IQAir, em meio ao avanço das queimadas na região amazônica.
Por volta das 6h, o Índice de Qualidade do Ar (AQI?) atingiu 195, nível classificado como insalubre. A concentração de partículas finas PM2.5 chegou a 123 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apontaram condições preocupantes. Na manhã desta segunda-feira, a qualidade do ar foi classificada como muito ruim em Manaus. No bairro Armando Mendes, a situação chegou ao nível péssimo, com concentração de partículas poluentes de até 218,2 µg/m³.
De acordo com a escala do Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando os níveis de partículas ficam entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse limite, a classificação varia de moderada a péssima, conforme a concentração de poluentes.
Governo Federal identifica focos de incêndio em áreas preservadas
A gravidade da situação também foi constatada durante um sobrevoo realizado por uma comitiva do Governo Federal no domingo (11). Ao inspecionar regiões afetadas, incluindo áreas de Autazes, a equipe identificou diversos focos de incêndio no interior da floresta nativa.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o cenário encontrado foi mais grave do que esperava e apontou indícios de queimadas criminosas. Ele também defendeu a responsabilização dos envolvidos.
Para ampliar o combate aos incêndios, o Governo Federal confirmou a mobilização de 11 aeronaves, incluindo modelos Air Tractor e C-390, além do envio de brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Emergência reconhecida em 36 municípios do Amazonas
O avanço das queimadas levou diferentes esferas do poder público a adotar medidas de resposta. Em Manaus, a Prefeitura decretou estado de atenção em 24 de setembro, classificação mantida diante dos riscos associados às ocorrências ambientais.
No sábado (10), o Governo Federal reconheceu a situação de emergência em 36 municípios amazonenses, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Na mesma data, o governo estadual também decretou emergência.
Segundo o ministro Waldez Góes, o reconhecimento permite integrar as ações de resposta e viabilizar o repasse de recursos para atender às necessidades das cidades afetadas.
O ministro destacou que, além de combater as chamas, é necessário garantir assistência às pessoas prejudicadas pelos incêndios, incluindo atendimento médico e apoio humanitário. Equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) já atuam no estado.
Enquanto as autoridades reforçam as operações contra o fogo, Manaus continua enfrentando os efeitos da fumaça, que compromete a qualidade do ar e amplia a preocupação com os impactos ambientais e à saúde da população.
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