
Bombeiros mantêm monitoramento em área atingida por incêndio no Distrito em Manaus
Mais de 40 horas após o início do incêndio em uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) continuam no local nesta quinta-feira (8).
O fogo começou por volta das 15h de terça-feira (6), em um terreno localizado na Avenida dos Oitis. Segundo o CBMAM, as chamas atingiram uma área superior a 15 mil metros quadrados.
Nesta quinta, o trabalho está concentrado no rescaldo e no monitoramento do terreno, com apoio de viaturas e de um drone. A estratégia busca localizar pontos ainda aquecidos e evitar que novos focos voltem a surgir.
Durante o combate, bombeiros e brigadistas utilizaram mais de 150 mil litros de água. Em pontos considerados críticos, caminhões também despejaram toneladas de barro para auxiliar no controle das chamas.
Fumaça continua afetando Manaus
Mesmo após o controle das principais chamas, a fumaça provocada pelo incêndio continuou cobrindo parte da capital nesta quinta-feira e contribuiu para a piora da qualidade do ar.
Dados em tempo real da plataforma internacional IQAir chegaram a apontar Manaus entre as cidades com maior nível de poluição do ar no Brasil.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou a qualidade do ar como “péssima” na manhã desta quinta-feira.
Entre as áreas mais afetadas estavam Morro da Liberdade, Educandos e regiões próximas, onde foram registrados índices de até 211 µg/m³ de partículas poluentes.
Segundo o Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas varia entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse limite, a classificação passa por níveis que vão de moderada a péssima.
Além da fumaça provocada pelo incêndio, Manaus já vinha enfrentando os efeitos do tempo seco e das queimadas registradas em outras regiões do Amazonas. A previsão também indica ausência de chuva nos próximos dias.
Empresa recebe multa de R$ 5,5 milhões
A área foi fiscalizada na quarta-feira (7) pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Durante a operação, o órgão aplicou uma multa de R$ 5,555 milhões à empresa responsável pelo terreno, o Auto Posto Lima.
Os fiscais encontraram materiais inflamáveis e poluentes descartados de forma irregular, incluindo pneus, plásticos e resíduos contaminados com óleo e tinta.
De acordo com o Ipaam, a licença ambiental concedida ao local permitia apenas o recebimento de resíduos inertes provenientes da construção civil. Os materiais encontrados durante a fiscalização não estavam autorizados pela licença.
Em nota, o Auto Posto Lima afirmou que as causas do incêndio ainda estão sendo investigadas. A empresa também declarou possuir Licença de Operação válida e informou que apresentará defesa após ser oficialmente notificada sobre o auto de infração.
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