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Eleições 2026

Amapá escolhe Rayssa Furlan e Lucas Barreto para o Senado; Randolfe Rodrigues fica fora

Com 100% das urnas apuradas, Rayssa Furlan foi a mais votada, com 29,98%, e Lucas Barreto garantiu a segunda vaga, com 24,22%. Randolfe Rodrigues, senador desde 2010, não conseguiu a reeleição

Amapá escolhe Rayssa Furlan e Lucas Barreto para o Senado; Randolfe Rodrigues fica fora

Amapá define novas vagas no Senado

O Amapá definiu, neste domingo (4), seus dois representantes no Senado Federal para os próximos oito anos. Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) foram eleitos após a apuração de 100% das seções eleitorais.

Rayssa recebeu 264.799 votos, o equivalente a 29,98% dos votos válidos, enquanto Lucas Barreto alcançou 213.948 votos (24,22%).

A eleição de 2026 renovou duas das três cadeiras do Amapá no Senado. Como cada estado e o Distrito Federal elegeram dois senadores neste pleito, os eleitores precisaram escolher dois candidatos diferentes.

Rayssa Furlan chega ao Senado pela primeira vez

Aos 39 anos, Rayssa Cadena Furlan conquistou seu primeiro mandato no Senado. Médica e esposa do político Dr. Furlan (PSD), ela disputou uma vaga pela primeira vez em 2022 e voltou à corrida eleitoral em 2026 pelo Podemos.

Durante a campanha, Rayssa apresentou como principais bandeiras as políticas sociais, a defesa das famílias, a saúde e a ampliação da participação das mulheres na política. A candidata também destacou a importância de aumentar a representatividade feminina do Amapá no Congresso Nacional.

Integrante da coligação “Trabalhar para Transformar o Amapá”, formada por Podemos, PSD, PL e Novo, Rayssa concentrou sua estratégia em agendas de rua, encontros com eleitores e mobilização nas redes sociais. Ela não participou dos debates promovidos pelos veículos de comunicação do estado.

Lucas Barreto conquista segundo mandato

Com 61 anos, Lucas Barreto (PSD) garantiu a permanência no Senado por mais oito anos. Empresário e técnico nas áreas de eletricidade, eletrônica e telecomunicações, ele exerce atualmente seu primeiro mandato, iniciado em 2019.

Antes de chegar ao Senado, Barreto construiu uma longa trajetória política no Amapá. Foi vereador de Macapá e deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, entre 1991 e 2006. Também disputou eleições para o Governo do Estado.

Filiado ao PSD desde 2019, o senador manteve durante a campanha um discurso voltado principalmente ao desenvolvimento econômico do Amapá. Entre suas principais pautas estão a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial e a fiscalização dos recursos públicos.

Ao longo da carreira, Lucas Barreto passou por diferentes siglas, entre elas PDT, DEM e PTB, consolidando-se como uma das principais lideranças políticas do estado.

Randolfe Rodrigues perde a disputa

A principal mudança na representação do Amapá no Senado será a saída de Randolfe Rodrigues (PT), que não conseguiu renovar o mandato.

Senador pelo estado desde 2010, Randolfe ficou fora das duas vagas disponíveis nesta eleição. Atualmente líder do governo no Congresso Nacional, ele é um dos principais nomes da esquerda no estado e mantém uma trajetória de proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de sua atuação no campo progressista, a candidatura de Randolfe contou com o apoio de partidos de centro e centro-direita que integraram a coligação “Juntos por todo Amapá”, entre eles Republicanos e Agir, além das federações União Progressista e PRD-Solidariedade.

Entre as pautas defendidas pelo senador está o fim da escala de trabalho 6×1, tema que aguarda votação no plenário do Senado.

Da política estudantil à liderança nacional

Aos 53 anos, Randolfe Rodrigues nasceu em Garanhuns, em Pernambuco, e mudou-se com a família para o Amapá quando tinha oito anos. Formado em História e Direito, possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Antes de ingressar na política, também atuou como professor universitário.

Sua carreira eleitoral começou em 1998, quando foi eleito deputado estadual pelo PT. Em 2002, conquistou novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Em 2005, deixou o PT e ingressou no PSOL. Na sequência, disputou duas eleições sem sucesso, concorrendo novamente ao cargo de deputado estadual e, posteriormente, à vice-prefeitura.

A trajetória no Senado começou em 2010, quando Randolfe se tornou o senador mais jovem eleito naquele ano. Ele foi reeleito em 2018, desta vez pela Rede Sustentabilidade.

Depois de um período sem partido, retornou ao PT em 2024 e voltou a disputar o Senado em 2026. Desta vez, porém, não conseguiu permanecer na Casa.

Com o resultado das urnas, Rayssa Furlan e Lucas Barreto passam a representar o Amapá no Senado pelos próximos oito anos, enquanto Randolfe Rodrigues deixa a cadeira que ocupava desde 2010.

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