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Vazante avança na Amazônia, mas rio Branco chama atenção em Roraima

Maioria dos rios mantém comportamento esperado para o período de seca; em Manaus, rio Negro chegou a 21,76 metros nesta terça-feira (15)

Vazante avança na Amazônia, mas rio Branco chama atenção em Roraima

VAZANTE AVANÇA NOS RIOS DA AMAZÔNIA, MAS RIO BRANCO TEM NÍVEL ABAIXO DA MÉDIA

A vazante dos rios continua avançando em diferentes regiões da Amazônia, seguindo o comportamento típico do período de seca. De acordo com o monitoramento do Serviço Geológico do Brasil (SGB), a maior parte dos rios apresenta níveis dentro do esperado para esta época do ano.

Uma das principais exceções está em Roraima, onde a bacia do rio Branco registra níveis abaixo da média e também das mínimas históricas para o período, em consequência das chuvas abaixo do normal durante julho e agosto.

Em Manaus, o rio Negro marcou 21,76 metros nesta terça-feira (15/9) e continua apresentando uma descida gradual. Em São Gabriel da Cachoeira, o nível foi de 7,80 metros, enquanto Barcelos registrou 4,38 metros.

Solimões, Purus e Madeira seguem em vazante

Na bacia do rio Solimões, os níveis permanecem dentro do padrão esperado para a seca. A estação de Tabatinga registrou 2,38 metros. Em Manacapuru, o nível chegou a 12,52 metros, enquanto Itapéua, em Coari, marcou 9,15 metros.

No rio Purus, a estação de Beruri registrou 13,25 metros. Já no rio Acre, em Rio Branco, o nível observado foi de 2,25 metros.

O rio Madeira também está em processo de vazante. Em Porto Velho, porém, houve uma pequena recuperação diária, com o nível chegando a 3,41 metros. Em Humaitá, no Amazonas, a medição foi de 11,13 metros.

Rio Amazonas mantém queda gradual

O rio Amazonas também apresenta redução no nível, dentro do comportamento considerado esperado para o período.

As medições registradas foram de:

  • 8,06 m em Itacoatiara (AM);
  • 3,64 m em Parintins (AM);
  • 3,85 m em Óbidos (PA);
  • 3,51 m em Almeirim (PA).

Na bacia do rio Tapajós, os níveis igualmente permanecem dentro do padrão esperado. Santarém registrou 3,84 metros e Itaituba, 3,44 metros.

Rio Branco apresenta cenário diferente

Em Boa Vista, o rio Branco chegou a 0,93 metro. Em Caracaraí, a medição foi de 1,47 metro.

O cenário deste ano apresenta diferenças em relação às secas registradas em 2023 e 2024. Enquanto nos anos anteriores a redução dos níveis atingiu praticamente todos os rios ao mesmo tempo, atualmente o comportamento varia de uma região para outra.

A maior parte das bacias segue dentro da normalidade esperada para o período, enquanto o rio Branco enfrenta uma situação de estiagem mais acentuada.

Ainda assim, técnicos alertam que a ausência das chuvas esperadas entre setembro e novembro pode prolongar a vazante nas calhas dos rios Amazonas, Solimões, Negro e Tapajós.

Previsão aponta atenção para Roraima

Em seu boletim, o SGB apresentou uma projeção de longo prazo, com previsão até dezembro, elaborada a partir de modelos dos principais centros meteorológicos do mundo.

A estimativa indica que a bacia do rio Branco tende a ser a região mais afetada pela escassez de chuvas, o que pode contribuir para uma redução ainda maior dos níveis dos rios.

O SGB destaca que as medições mais recentes podem sofrer alterações após verificações realizadas presencialmente por engenheiros e técnicos da rede hidrometeorológica. Durante essas atividades, também são realizados serviços de manutenção e nivelamento das réguas de medição.

Os dados utilizados no monitoramento são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), sob responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com operação do SGB e de outros parceiros.

As previsões são produzidas a partir de modelos hidrológicos e, portanto, estão sujeitas às incertezas próprias desse tipo de projeção. Informações em tempo real e mapas de risco podem ser consultados no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).

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