
Uma segunda gravação já mostra uma outra briga e o momento que a mulher inicia um bate-boca com o vizinho
Manaus, AM – Novos vídeos que circulam nas redes sociais revelam que a tensão entre a jovem Alana Arruda Pereira, de 25 anos, e o vigilante Emerson Vasconcelos de Araújo, de 32, vinha de longa data e já havia explodido em agressão física semanas antes do assassinato que chocou o bairro Betânia, Zona Sul de Manaus, na última quarta-feira (28). Emerson, preso em flagrante, é o principal suspeito de matar a vizinha a tiros.
As imagens, registradas em 18 de janeiro por volta das 19h34, mostram Emerson desferindo um soco em Alana dentro de uma banca de churrasco frequentada por moradores. A agressão acontece diante de várias testemunhas, inclusive uma criança, e provoca um tumulto generalizado: mesas, cadeiras e até uma churrasqueira são derrubadas no empurra-empurra.
Segundo vídeo mostra início da discussão
Em outra gravação, feita poucos minutos antes (por volta das 19h31), é possível ver Alana em frente à casa de Emerson, já envolvida em um intenso bate-boca. Após guardar o carro na garagem, o vigilante retorna e inicia uma discussão acalorada com a vizinha. Nas cenas, Alana aparece chutando e danificando o portão da casa enquanto profere ofensas. Emerson, então, arremessa uma cadeira contra o próprio portão. Uma mulher que acompanhava Alana tenta acalmar os ânimos.
vizinho agrediu mulher em banca de churrasco antes de morte em Manaus pic.twitter.com/aicE8D7QA1
— Norte Em Foco (@norteemfoco) January 29, 2026
Conflito crônico e desfecho trágico
Segundo o delegado George Gomes, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o assassinato foi o ápice de uma série de desentendimentos motivados por problemas de convivência e ameaças mútuas. “Era uma relação de vizinhança marcada por conflitos recorrentes, que infelizmente culminaram nesse desfecho violento”, afirmou.
Alana, mãe de uma criança de 4 anos, trabalhava com colocação de cílios e morava em uma vila de quitinetes localizada ao lado da casa de Emerson – imóvel que funcionava como uma escolinha infantil de reforço. O crime foi cometido a poucos metros dali, na tarde de quarta-feira, quando Emerson teria ido até a casa da vítima e efetuado um disparo na cabeça dela.
Investigação em andamento
A Polícia Civil continua apurando todas as circunstâncias do caso, incluindo a análise dos vídeos que antecederam o crime e o histórico de conflitos entre os dois. Emerson responderá por homicídio qualificado e permanece preso.
O caso reacende o debate sobre mediação de conflitos em comunidades e a importância de intervenção institucional antes que situações de tensão entre vizinhos se transformem em tragédias.
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