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Justiça suspende porte de armas e proíbe Salazar e Kidson Maia de se aproximarem de Alessandra Campelo

Medidas protetivas suspendem a posse e restringem o porte de armas dos dois, além de proibir contato com a deputada e determinar distância mínima de 200 metros; Justiça também exige imagens completas de debate eleitoral

Justiça suspende porte de armas e proíbe Salazar e Kidson Maia de se aproximarem de Alessandra Campelo

A Justiça Eleitoral do Amazonas determinou medidas protetivas em favor da deputada estadual e candidata a vice-governadora Alessandra Campelo (PSD), após o episódio ameaça ocorrido durante o debate eleitoral da TV Norte, afiliada do SBT em Manaus. A decisão, concedida na quarta-feira (14) e divulgada pelo A Crítica, proíbe o vereador e deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) e o ex-candidato a deputado estadual Kidson Maia (PL) de se aproximarem da parlamentar e determina a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo dos dois.

Com a determinação, Salazar e Kidson deverão manter uma distância mínima de 200 metros de Alessandra, além de ficarem impedidos de estabelecer qualquer tipo de contato com ela. Os dois também não poderão acessar áreas reservadas a comitivas e bastidores de eventos eleitorais dos quais a deputada participe.

A decisão foi assinada pela juíza Bárbara Folhadela Paulain, da 70ª Zona Eleitoral de Manaus, responsável pelo Juízo Eleitoral das Garantias. O processo tramita em segredo de justiça.

Entenda o caso

As medidas foram concedidas após Alessandra denunciar que teria sido ameaçada por Salazar e Kidson durante o debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL), realizado na terça-feira (13), pela TV Norte Amazonas.

Na ocasião, imagens registraram os dois fazendo movimentos com as mãos na região do pescoço, simulando um corte. A deputada interpretou os gestos como ameaças de morte e anunciou que buscaria providências judiciais.

Após a repercussão, Alessandra registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) e solicitou medidas de proteção.

Kidson negou ter ameaçado a parlamentar e afirmou que os movimentos não tinham a intenção atribuída por ela. Salazar também contestou a acusação e sugeriu que o gesto poderia representar uma provocação relacionada ao resultado das eleições.

Justiça determina preservação de imagens

Além das restrições impostas aos dois políticos, a magistrada determinou que a TV Norte Amazonas entregue, no prazo de 48 horas, as gravações completas do debate, incluindo imagens não editadas, registros das câmeras de segurança e informações sobre o credenciamento dos participantes.

A Justiça também solicitou informações à Polícia Militar do Amazonas, à Polícia Federal e ao Exército para identificar possíveis armas registradas em nome de Salazar e Kidson, além de verificar a existência de autorizações de porte.

Na decisão, a juíza considerou que os registros apresentados inicialmente indicam uma possível situação de risco à parlamentar, especialmente porque Alessandra continua participando de atividades de campanha eleitoral.

A magistrada também destacou que as medidas têm caráter preventivo e não representam uma conclusão definitiva sobre a existência de crime.
O caso segue sob análise da Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os elementos apresentados e a eventual responsabilização dos envolvidos.

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