O professor e pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, 62, foi assassinado a tiros na noite da última sexta-feira (6), em Manaus. O crime ocorreu em um bar de sua propriedade, localizado no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, km 35, no bairro Lago Azul, Zona Norte da capital. Até o momento, não há informações sobre a motivação do assassinato.
De acordo com a Polícia Militar, a esposa do docente relatou que dois homens encapuzados efetuaram os disparos. O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) às 23h02. A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, ainda trabalha para identificar e localizar os suspeitos.
Conforme informações da polícia, o professor possuía porte de arma para CAC (Caçador, Atirador e Colecionador). Uma pistola foi encontrada em seu veículo, com carregadores e munições. O armamento foi apreendido para análise.
Trajetória acadêmica e legado
Davi Said Aidar era professor Associado IV da Ufam, vinculado à Faculdade de Ciências Agrárias (FCA). Reconhecido nacionalmente por sua expertise em genética de abelhas, meliponicultura e apicultura, ele dedicou anos a pesquisas voltadas à multiplicação e preservação de abelhas silvestres, com atuação marcante em comunidades rurais do Amazonas.
Sua formação incluía graduação em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá, mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa, doutorado na mesma área pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em Genética Molecular, também pela USP. Tornou-se professor titular da Ufam em 2020.
Em nota, a Ufam expressou “profundo pesar” pela morte do docente, destacando sua “dedicação aos estudos de abelhas” e o “legado deixado à comunidade universitária”. A instituição informou que ainda não há detalhes sobre o velório.
O assassinato de Aidar choca a comunidade acadêmica e levanta questões sobre a violência na capital amazonense. A polícia segue com as investigações em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime.
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