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Cultura

Poeta manauara participa de coletânea em homenagem ao pensador britânico Mark Fisher

A publicação foi organizada pelo poeta Renato Mazzini e editada pela Ofícios Terrestres Edições, de São Paulo.

Poeta manauara participa de coletânea em homenagem ao pensador britânico Mark Fisher

Foto de capa de Veja o que o medo fez com meu corpo: texto para, sobre e por causa de Mark Fisher/ Divulgação

Bruno Pacífico, poeta manauara, é um dos nomes publicados na importante coletânea de textos Veja o que o medo fez com meu corpo: textos para, sobre e por causa de Mark Fisher. A publicação foi organizada pelo poeta Renato Mazzini e editada pela Ofícios Terrestres Edições, de São Paulo. O livro chegou às mãos dos leitores em janeiro de 2026.

A homenagem à memória do inglês Mark Fisher (1968?2017) é devido à circulação recente no cenário cultural e no debate político em países da América Latina, como o Brasil e a Argentina, tornando-se um dos principais nomes da geração que pensa sobre a crise econômica e cultural ao qual o mundo vem passando desde 2008, o avanço da tecnologia e a degradação do mundo do trabalho.

Foto: Mark Fisher, Getty Image.

Fisher foi filósofo de formação e crítico cultural. Escrevia para revistas de prestígio sobre música e cinema, como a The Wire, a Sight and Sound e a Fact. Mantinha ativo o seu blog K-Punk, influente na blogosfera na década de 2000, até o seu falecimento, em 13 de janeiro de 2017.

A coletânea reúne poemas e ensaios, trazendo alguns nomes premiados no cenário da poesia contemporânea, como os de Fabiano Calixto e Rodrigo Lobo Damasceno; do pesquisador e poeta Eduardo Sterzi (professor no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp); da pesquisadora e poeta Ana Luíza Kehdi; do editor, pesquisador e poeta Gabriel Madeiros; da poeta Katia Marchese; entre outros nomes.

O livro finaliza com um texto inédito de Simon Reynolds, jornalista e crítico de música. Reynolds é um crítico influente no cenário contemporâneo de música popular moderna, foi amigo e mentor de Mark Fisher. A publicação traz novidade e experimento, pois se trata de uma coletânea que mescla poesia, ensaio e filosofia, elementos fundamentais no pensamento fisheriano.

Foto: Simon Reynolds palestra no Centro de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB), 2018.

O poema “Batendo a máquina”, de Bruno Pacífico, escolhido para estar na coletânea, traz uma mudança na forma poética do manauara, se comparado a outros trabalhos publicados. O poema explora a contraofensiva da poesia diante do avanço desenfreado da tecnologia. Em 2025, a convite de Tainá EIOU, compositora também manauara, Pacífico fez leituras de alguns de seus poemas, entre eles, o de “Batendo a máquina”, em meio ao show de lançamento do disco de estreia da compositora, o Metacomunicanção. Lançamento e leitura aconteceram em Niterói, no espaço da Jungle Discos.

Outra publicação do poeta manauara, que acontece no início de 2026, é o pequeno livro intitulado Cantigas. Trata-se de traduções de poemas de Federico García Lorca. A publicação foi editada pela Sophia Editora, de Cabo Frio, a capa é uma ilustração do poeta espanhol, feita pelo artista plástico Rapha Ferreira. Além de apresentar os poemas na versão original e traduzida, o livro traz ao leitor algumas ilustrações feitas pelo próprio Federico García Lorca e uma breve apresentação do tradutor. O livro é o segundo volume da série Sophia Ilustra.

Site de compra do livro: https://www.sophiaeditora.com.br/cantigas-de-federico-garcia-lorca-traducao-de-bruno-pacifi-plaquete

A publicação de Cantigas nasce alguns meses após a apresentação, na Espanha, da Ópera Yerma, adaptação musical da peça trágica de Federico García Lorca, de mesmo nome, feita por Heitor Villa-Lobos. A concepção e regência da ópera do músico modernista foi idealizada por Luiz Fernando Malheiro, regente de Manaus, contou com a participação de músicos amazonenses e apoio do governo estadual.

 

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