Um filhote de onça-pintada, espécie símbolo da fauna brasileira e ameaçada de extinção, foi resgatado na noite da última sexta-feira (30) após ser encontrado no quintal de uma residência na comunidade do Piquiá, zona rural de Itacoatiara, interior do Amazonas. O animal foi avistado por moradores e, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, estava visivelmente debilitado e assustado.
De acordo com a pasta, o filhote foi levado para uma base da prefeitura na zona rural, onde recebe os primeiros cuidados veterinários. Neste sábado (31), o animal foi alimentado pela manhã e deverá receber nova refeição no período da tarde. O estado de saúde do felino está sendo monitorado de perto.
Após a recuperação, a prefeitura de Itacoatiara avaliará qual será o destino do animal, considerando a possibilidade de encaminhá-lo a um centro de reabilitação especializado ou, se viável, à soltura em habitat apropriado. A secretaria informou ainda que está tomando todas as providências necessárias e realizando investigações, junto a órgãos competentes, para apurar as circunstâncias do aparecimento do filhote.
Suspeita de abate da mãe e alerta de especialista
Há uma forte suspeita, ainda não confirmada oficialmente, de que a mãe do filhote tenha sido abatida, o que explicaria a presença do animal sozinho e vulnerável em área habitada. Caça e conflitos com humanos são ameaças constantes às onças-pintadas no Brasil.
O biólogo e diretor do Zoológico Tropical, Nonato Amaral, orienta a população sobre como agir ao se deparar com uma onça ou qualquer animal silvestre. “O maior erro é tentar espantar ou cercar a onça. O certo é isolar a área, não deixar cães ou pessoas se aproximarem e observar de longe. Se for filhote, esperar pela mãe; se ela não aparecer, acionar imediatamente as autoridades para o resgate seguro”, explica.
O especialista reforça o procedimento correto:
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Isolar a área imediatamente;
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Não permitir a aproximação de pessoas ou cães;
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Observar de longe, sem contato direto ou tentativa de intimidação;
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Se for um filhote, aguardar para verificar se a mãe retorna;
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Caso a mãe não apareça, acionar as autoridades competentes, como o Batalhão Ambiental ou o próprio Zoológico Tropical, para realizar o resgate.
O caso reforça a importância da preservação da fauna amazônica e da conscientização sobre como conviver com animais silvestres, especialmente em regiões de interface entre floresta e comunidades humanas. A reportagem acompanhará a evolução do estado de saúde do filhote e as decisões sobre seu futuro.
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